Concurso Fotográfico #utopiasp

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Em 2014, surgiu o primeiro Concurso Fotográfico #utopiasp do Instituto Via Cultural, que apresenta a proposta de construção de uma nova versão de cidadania e vida através do olhar restaurador e do reconhecimento da cidade e do patrimônio material e imaterial de nosso território, reescrevendo a história do coletivo com a reunião de visões múltiplas e cartográficas da capital paulista e a troca de percepções visuais e afetivas entre as diferentes regiões da cidade.

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Pelo Instagram e com a hashtag temática da edição anual, recebemos imagens amadoras e profissionais de cenas do cotidiano da população apresentadas por meio de fotografias que capturem ora momentos inspiradores e provocadores, ora ressignificações de olhares e intenções em por nossas mãos, nossa percepção e engajamentos com licença poética e política para querer uma cidade melhor.

A primeira edição #utopiasp “A Cidade que Quero Ver” trouxe o despertar para um novo olhar sobre a metrópole, suas ruas, esquinas e memórias. Foram reunidas fotografias que revelam universos particulares e coletivos da cidade de São Paulo, registradas pelos próprios moradores da capital, inspirados pela ideia de utopia e da ressignificação da cidade e seus espaços.

Em 2015 o concurso pretendeu conscientizar e gerar um diálogo criativo sobre a questão da água, que é atemporal, e como lidamos com algo que sempre foi uma preocupação e se tornou urgente diante da crise hídrica e dos problemas de São Paulo com relação ao racionamento e uso da água, às chuvas e aos rios, com tema #utopiasp H2O: Água nossa de todo dia”.

 No ano de 2016, em sua terceira edição, o #utopiasp “Seu Lixo Meu” pergunta: qual sua visão sobre o descarte de lixo? Para saber mais clique 2016 – Seu Lixo Meu.

Inspire-se, resgate e fortaleça as relações afetivas com sua cidade, mostre o que você vê de estético e verdadeiro, dê sua mensagem. Nossa proposta é que você participe a cada edição deste coletivo, com a sua maneira de interpretar e sentir.

 Olhe, sinta e fotografe!

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 Mas afinal, o que são utopias?

Foucault

Em “O Corpo Utópico, As Heterotopias” (2013, n-1 Edições), Michel Foucault expõe:

“Há países sem lugar e histórias sem cronologia; cidades, planetas,   continentes, universos, cujos vestígios seria impossível rastrear em qualquer mapa ou qualquer céu, muito simplesmente porque não pertencem a espaço algum. Sem dúvida, essas cidades, esses continentes, esses planetas nasceram, como se costuma dizer, na cabeça dos homens, ou, na verdade, no interstício de suas palavras, na espessura de suas narrativas, ou ainda, no lugar sem lugar de seus sonhos, no vazio de seus corações; numa palavra, é o doce gosto das utopias. No entanto, acredito que há – e em toda sociedade – utopias que têm um lugar preciso e real, um lugar que podemos situar no mapa; utopias que têm um tempo determinado, um tempo que podemos fixar e medir conforme o calendário de todos os dias. É bem provável que cada grupo humano, qualquer que seja, demarque, no espaço que ocupa, onde realmente vive, onde trabalha, lugares utópicos, e, no tempo em que se agita, momentos ucrônicos.”

“Vejamos o que quero dizer. Não se vive em um espaço neutro e branco; não se    vive, não se morre, não se ama no retângulo de uma folha de papel. Vive-se,  morre-se, ama-se em um espaço quadriculado, recortado, matizado, com zonas    claras e sombras, diferenças de níveis, degraus de escada, vãos, relevos, regiões  duras e outras quebradiças, penetráveis, porosas. Há regiões de passagem, ruas, trens, metrôs; há regiões abertas de passagem transitória, cafés, cinemas, praias, hotéis, e há regiões fechadas de repouso e moradia. Ora, entre todos esses lugares que se distinguem uns dos outros, há os que são absolutamente diferentes: lugares que se opõem a todos os outros, destinados, de certo modo, a apagá-los, neutralizá-los ou purificá-los. São como que contraespaços.”

UtopiContraespaçosas habitam nosso contraespaço cotidiano. A utopia (re)significa nosso ser e estar. A cidade é território coletivo, no entanto só o é por reunir inúmeros universos particulares com significados e motivações próprias.

Mostre pra nós qual é sua utopia paulistana. Antes de publicar seu melhor clique consulte o regulamento. Dúvidas poderão ser encaminhadas para o e-mail: inscricoes@viacultural.org.br.

#boasorte 

 

Imagem do cartaz “Utopia – A cidade que eu quero ver”: Olho 3D – Pintura sobre madeira de Rodrigo Machado (Estúdio Buriti).
*(Hashtag é um termo bastante familiar aos usuários de redes sociais, inicialmente começaram as ser usadas pelo Twitter para destacar algum assunto importante que estaria acontecendo. Com o passar do tempo, outras redes sociais aderiram também ao recurso, como o Instagram, Pinterest, Tumblr e mais recentemente o Facebook).